Cabos de Rede e Conectorização ou Climpagem


Introdução

O meio mais utilizado para conexões de computadores em redes LAN, seja em corporações ou uso doméstico, ainda é o cabo metálico. Estas redes de computadores podem apresentar diferentes capacidades de transferência de dados, mas, os mais usados ainda é o padrão Ethernet e Fast Ethernet, principalmente em aplicações de uso doméstico que também é conhecido como 10/100. Mas, os conceitos usados aqui também valem para as interfaces Gigabit Ethernet. 

O meio físico para conectar esses dispositivos, permitindo a troca de dados entre estes, bem como compartilhamento de pastas, acesso à Internet compartilhada etc, é o cabo metálico. Eles são divididos em várias categorias quanto às características do cabo de acordo com a tecnologia de redes que está sendo feita. 

Para as redes que utilizam o padrão Ethernet e Fast Ethernet, as categorias mais indicadas são cabos do tipo CAT5 eCAT5e e mais recente, CAT6 para as interfaces Gigabit Ethernet. 

Estes cabos ainda dividem-se em dois principais padrões, que são os cabos blindados (STP = Shielded Twisted Pair), que são usados em ambientes com fontes de interferências possíveis de produzir EMI (Interferências Eletromagnéticas) na rede, causando diversos problemas na rede, como perdas de pacotes e lentidões, comprometendo o funcionamento. 

Esta blindagem, normalmente, é constituída de uma malha metálica ou mesmo um papel alumínio especial envolvendo os cabos internamente, ou ainda, os cabos com blindagem para evitar umidades em ambientes mais hostis, normalmente usados em ambientes fabril com diversas fontes de interferências, como máquinas, motores, fornos elétrico etc. 

O outo cabo é o não-blindado, também conhecido como (UTP = Unshilded Twisted Pair), este é o mais usado, até porque tem um custo menor, já que não tem blindagem.


É muito importante o manuseio do cabo ao fazer uma nova instalação ou manutenção do mesmo. O cabo tem seus pares de fios trançados e cada par de fio tem um trançamento diferente, e isso deve ser mantido não podendo ser esticado ou prensado de nenhuma forma, para evitar que o cabo perca suas características, pois a função desse trançamento diferente entre cada par de fio, é evitar a EMI e o cancelamento de interferências.


Ainda dentro do cabo tem um fio de náilon, ou metálico, chamado de Elemento de Tração ou Kevlar, que tem a função de oferecer uma melhor resistência mecânica para caso em que o cabo seja puxado indevidamente, a tensão seja nesse fio, e não nos pares trançados evitando tirar os mesmos de suas características técnicas.


Atualmente, temos 3 padrões para crimpagem dos cabos:

Norma EIA/TIA 568A;
EIA/TIA 568B;
EIA/TIA 568C.

Esta última, mais recente, e ainda não muito adotada e por isso, vamos utilizar a norma T568B.


Padrões

Padrão 568-A:

  1. Branco do verde;
  2. Verde;
  3. Branco do laranja;
  4. Azul;
  5. Branco do azul;
  6. Laranja;
  7. Branco do marrom;
  8. Marrom.

Padrão 568-B:

  1. Branco do laranja;
  2. Laranja;
  3. Branco do verde;
  4. Azul;
  5. Branco do azul;
  6. Verde;
  7. Branco do marrom;
  8. Marrom.

Na nossa experiência, vamos utilizar 2 tipos de cabos para rede, um cabo Crossover (ou cabo cruzado), que é utilizado para experiências de se interligar 2 computadores ponto a ponto, sem fazer uso de um equipamento centralizador, como Switch. Este cabo deve ser confeccionado em uma das extremidades no padrão EIA/TIA 568A, e a outra extremidade no padrão EIA/TIA 568B, ou seja:

TX+ pino 1 ----------- RX+ pino 3
TX- pino 2 ----------- RX- pino 6
RX+ pino 3 ----------- TX+ pino 1
RX- pino 6 ----------- TX- pino 2



Confeccionando o cabo

Agora, vamos confeccionar o cabo para ligar o computador ao Switch, este cabo é conhecido como Straight ou Through-Cable, ou ainda cabo direto. Este cabo deve ter as duas extremidades no mesmo padrão, ou seja, você pode crimpar o cabo no padrão EIA/TIA 568A ou EIA/TIA 568B, você pode escolher qualquer uma dessas, desde que adote apenas uma delas. 

Na nossa experiência, vamos adotar o padrão EIA/TIA 568A, e por isso, as extremidades dos cabos devem seguir o mesmo padrão.


Após desencapar o cabo, desenrole bem todos os fios para que fique mais fácil manuseá-los.


Organize os fios na ordem correta e corte o excesso de cabo de maneira que todos fiquem do mesmo tamanho: 1,2 cm.


Segure bem firme os fios para que eles não escapem e encaixe no conector RJ-45. O clipe do conector deve estar para baixo.


Olhe pelo lado e por baixo do conector, e verifique se os fios estão todos chegando até o fundo do RJ-45. Antes de crimpar o cabo, verifique se os fios não estão para fora do conector. A capa azul do cabo deve entrar no conector. 

Caso o cabo seja passado por conduítes, faça uso de um passador de cabo e use apenas para guiar o cabo (não puxe o cabo) e empurre na origem. Isso evita estressar o cabo e tirar de suas especificações.


Antes de plugar o conector RJ45 na placa do computador, faça o teste usando o Cable tester, verifique se o mesmo está com baterias e caso afirmativo, ligue e observe se o LED central verde fica piscando.


Plugue o conector RJ45 de uma das extremidades do cabo em uma das unidades do Cable tester, e o outro RJ45 na outra parte do Cable teste e verifique se os LEDs começam a piscar na sequência.


Caso isto se confirme, o cabo está funcionando e pode ser ligado nos equipamentos de computadores e switches. 

Conclusão

O cabeamento é muito importante em uma rede de computadores, e deve seguir as normas e padrões para cabeamento. Usar o cabo adequado é fundamental e evitar curvas no cabo (principalmente curvas agudas). 

Outro cuidado importante, é a maneira de puxar o cabo por dentro de conduítes, não devendo ser puxado bruscamente, pois isso muda o trançamento dos pares de fios, mesmo quando o cabo tem o Kevlar, que é uma ajuda mecânica para evitar o tensionamento e, se puxar com muita força, o mesmo pode tirar o cabo das especificações, comprometendo a qualidade da rede. 

Fonte e Créditos: aqui

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